Boitatá e sua lenda

Com origem Tupi-Guarani, a lenda do Boitatá possui diversas interpretações desde 1560

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Personagem do folclore brasileiro com origem indígena, o boitatá é considerado o protetor das florestas e dos animais contra os seres humanos que desejam lhes fazer mal. O primeiro registro dessa lenda foi em 1560.

Segundo a lenda, aqueles que tentam realizar queimadas ou maltratar os animais das matas, tornam-se cegos e loucos. De acordo com a narrativa, para conseguir realizar seu trabalho com maestria, o boitatá se camufla e consegue se transformar em um tronco de árvore em chamas (é nesse momento em que ele queima e pune quem maltrata as matas).

Dessa forma, quem encontra o animal folclórico, deve permanecer com os olhos cerrados e sem fazer movimentos bruscos. A lenda ainda afirma que o fogo presente no boitatá é mágico, que atinge as vítimas, mas não a floresta. Assim, correr e se abrigar dentro de rios, por exemplo, não funciona.

Origem e interpretações

‘Boitatá’ é originária da língua Tupi-Guarani, e significa cobra de fogo. Assim como demais lendas, a lenda do boitatá sofreu modificações, por ter sido passada de geração em geração. Além disso, possui distinções quanto a sua apresentação nas regiões norte e nordeste, e sul.

Lenda Boitatá

No norte e no nordeste, conhecido como ‘fogo corredor’ a lenda predominante afirma que o Boitatá vive dentro de rios e lagos e passa a maior parte do tempo rastejando na escuridão da noite. É considerada uma alma penada que precisa pagar seus pecados protegendo as florestas, então sempre que preciso, sai do seu habitat e assombra as pessoas que prejudicam as matas.

Já no sul, há uma explicação bíblica para o surgimento dessa cobra de fogo: o dilúvio. A história diz que, após acontecer esse fenômeno, as cobras ficaram felizes com a morte acarretada a diversos animais, sob o argumento de que teriam mais alimento. Como punição, suas barrigas começaram a queimar.

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