Ditadura Militar Archives - Ler e Aprender https://lereaprender.com.br/tag/ditadura-militar/ Atividades educativas de Português, Matemática, História, Geografia, Artes e muito mais. Thu, 20 Aug 2020 17:00:32 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.5 Quem foi Paulo Freire? https://lereaprender.com.br/quem-foi-paulo-freire/ https://lereaprender.com.br/quem-foi-paulo-freire/#respond Thu, 20 Aug 2020 17:00:32 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=15627
Quem foi Paulo Freire

Paulo Freire (1921-1997) foi um educador brasileiro que criou um método inovador para a alfabetização de adultos, que ficou conhecido em vários países. Em 1943, Paulo Freire iniciou seus estudos na Faculdade de Direito do Recife. Depois de formado, ele desistiu da advocacia e começou a atuar como professor de língua portuguesa no Colégio Oswaldo Cruz, […]

The post Quem foi Paulo Freire? appeared first on Ler e Aprender.

]]>
Quem foi Paulo Freire

Paulo Freire (1921-1997) foi um educador brasileiro que criou um método inovador para a alfabetização de adultos, que ficou conhecido em vários países.

Em 1943, Paulo Freire iniciou seus estudos na Faculdade de Direito do Recife. Depois de formado, ele desistiu da advocacia e começou a atuar como professor de língua portuguesa no Colégio Oswaldo Cruz, onde ele estudou com bolsa.

Além disso, o educador passou a ministrar aulas de Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Pernambuco e em 1947, foi nomeado diretor do setor de Educação e Cultura do Serviço Social da Indústria.

No ano de 1955, em parceria com outros educadores, Paulo Freire fundou o Instituto Capibaribe, no Recife. A escola inovadora atraiu vários profissionais na época e atualmente ainda prossegue com as atividades.

Método de alfabetização

Paulo Freire, ao perceber o grande número de adultos analfabetos na área rural do nordeste, desenvolveu um novo método de alfabetização.

Como estratégia, ele utilizava palavras que faziam parte do cotidiano das pessoas. O agricultor, por exemplo, aprendia termos como terra, colheita ou cana. A partir disso, o vocabulário seria ampliado.

O método foi utilizado pela primeira vez em 1962, na cidade de Angicos, no setor do  Rio Grande do Norte. Foram alfabetizados cerca de 300 adultos que trabalhavam na agricultura.

Ditadura militar

Durante a ditadura militar, Paulo Freire foi acusado de agitador e foi levado para a prisão, onde permaneceu por 70 dias. Depois, ele foi exilado para o Chile.

O educador desenvolveu trabalhos em programas de alfabetização de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária e, em 1969, passou a lecionar na Universidade de Havard.

Depois de dez anos, Paulo Freire foi consultor especial do Departamento de Educação do Conselho Municipal das Igrejas, na Suíça. Além disso, ele passou por vários países dando consultoria educacional.

O educador retornou ao Brasil em 1980, se estabelecendo em São Paulo. Ele faleceu no dia 2 de maio de 1997, vítima de insuficiência cardíaca.

Veja também:

The post Quem foi Paulo Freire? appeared first on Ler e Aprender.

]]>
https://lereaprender.com.br/quem-foi-paulo-freire/feed/ 0
Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) https://lereaprender.com.br/ditadura-militar-no-brasil-1964-1985/ https://lereaprender.com.br/ditadura-militar-no-brasil-1964-1985/#respond Fri, 22 May 2020 12:51:43 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=12124
Ditadura Militar no Brasil

O que foi a Ditadura Militar no Brasil? Foi um período marcado pela presença dos militares no governo do Brasil, entre 1964 a 1985. A ditadura foi iniciada por meio de um golpe militar executado no dia 31 de março de 1964 contra o então presidente do país, João Goulart — também chamado de Jango. […]

The post Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) appeared first on Ler e Aprender.

]]>
Ditadura Militar no Brasil
O que foi a Ditadura Militar no Brasil? Foi um período marcado pela presença dos militares no governo do Brasil, entre 1964 a 1985.

A ditadura foi iniciada por meio de um golpe militar executado no dia 31 de março de 1964 contra o então presidente do país, João Goulart — também chamado de Jango.

Foi um período caracterizado pela censura à imprensa, perseguição aos opositores do regime e restrição aos direitos políticos.

Durante 21 anos, os militares impuseram um regime autoritário, repressivo e violento, baseado em atos institucionais.

Contexto histórico

O golpe militar ocorrido no dia 31 de março de 1964 tinha como intuito impedir a efetivação das propostas apresentadas por João Goulart, conhecidas como Reformas de Base.

Ao apresentar tais reformas à sociedade, Jango incomodou as camadas mais ricas, pois elas possibilitariam uma ascensão social aos setores mais pobres.

As Reformas de Base consistiam em transformações estruturais na sociedade brasileira no que concerne à educação, política, administração, tributação e questão agrária.

Ao apontar mudanças que beneficiariam as pessoas desprivilegiadas socialmente, Jango foi acusado de comunista por setores do Exército e da sociedade brasileira.

Durante seu governo, várias propagandas foram produzidas para difamar João Goulart. Além disso, os movimentos sociais começaram a reivindicar as reformas de base.

Diante de tal momento conturbado, João Goulart decide se aproximar dos movimentos sociais em detrimento da elite.

Assim, no dia 13 de março ele lidera um comício, na cidade do Rio de Janeiro, em prol das reformas de base.

Durante o evento, ele assinou dois decretos: O primeiro estatizava as refinarias de petróleo e o segundo determinava a reforma agrária.

Como resposta, no dia 19 de março, autoridades civis e religiosas organizaram, na cidade de São Paulo, uma passeata que recebeu o nome de Marcha da Família com Deus pela Liberdade, contrária às ações de João Goulart.

Golpe militar de 1964

Assim, no dia 31 de março de 1964, tropas do Exército brasileiro se deslocaram de Minas Gerais para o Rio de Janeiro.

Com o apoio de parte de políticos civis, os militares tomam o poder, promovendo um golpe de Estado contra o então presidente, João Goulart.

Ranieri Mazzilli, presidente da Câmara dos Deputados, foi empossado ao cargo de presidente provisório na madrugada do dia 2 de abril.

A partir da posse de Mazzilli, uma junta militar composta por membros das Forças Armadas começaram a controlar o país.

A justificativa dada pelos militares em relação à retirada de João Goulart do cargo de presidente do Brasil foi a de uma possível ameaça comunista.

Eles temiam que o Brasil virasse um país comunista devido às medidas tomadas por Jango que auxiliavam as pessoas historicamente desprivilegiadas socialmente. Temiam que a ascensão social impedisse o acúmulo de riqueza dos mais ricos.

Poucos foram os governos brasileiros que agiram em favor das camadas mais pobres. Quando tal realidade se fez presente e acessível, ela foi impedida pela elite brasileira e por setores do exército.

Dessa maneira chegou ao fim o curto período de experiência democrática vivida pelo país, que durou de 1946 a 1964.

Iniciava-se, portanto, o regime militar brasileiro que vigorou até o ano de 1985.

Ditadura Militar no Brasil

Após o golpe de 1964, os militares visavam um modelo político que fortalecesse a figura do presidente. Diversos atos institucionais e leis foram impostas à população.

O Ato Institucional n° 2 fechou todos os partidos políticos, adotando somente o bipartidarismo, com:

  • Aliança Renovadora Nacional (Arena), apoiadora do regime
  • Movimento Democrático Brasileiro (MDB), contrários ao regime e com limitados poderes de atuação

O governo criou o Serviço Nacional de Informação (SNI), responsável por coordenar e supervisionar as informações no Brasil e exterior, comandado pelo general Golbery do Couto e Silva.

Na prática, os atos institucionais acabaram com as instituições democráticas e o Estado de direito brasileiro.

Em relação à economia, foram tomadas as seguintes medidas:

  • Limitação ao crédito
  • Corte dos gastos do governo
  • Congelamento dos salários
  • Limitação dos direitos trabalhistas

Em 1967 foi promulgada uma nova Constituição, a sexta da história do país. Produzida com a supervisão dos militares, ela foi utilizada para legalizar e institucionalizar a Ditadura Militar no Brasil.

Resistência social

A sociedade brasileira reagia às imposições do regime. Peças teatrais e festivais musicais foram importantes cenários de resistência ao regime.

Em 1965, Millôr Fernandes e Flavio Rangel produziram a peça Liberdade, Liberdade que criticava o governo.

Canções de protestos foram compostas e interpretadas por inúmeros artistas como, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Belchior, Elis Regina, Geraldo Vandré, entre outros.

Setores mais progressistas da Igreja Católica eram contrários ao regime, permitindo a utilização das igrejas como pontos de encontro entre os opositores do governo.

As greves operárias exigiam o fim do arrocho salarial e mais liberdade para estruturarem seus sindicatos.

Os estudantes organizavam passeatas reivindicando mais liberdade e o fim da ditadura. Grupos armados foram organizados pela esquerda a medida em que a repressão ia aumentando.

Em 1968, o presidente do Brasil, general Costa e Silva, decreta Ato Institucional n° 5, que permitia o fechamento do Congresso e às perseguições aos opositores políticos.

Em 1970, durante o governo do general Emílio Garrastazu Médici, um decreto-lei tornou mais rigorosa a censura prévia à imprensa.

No mesmo ano é criado o Departamento de Operações Internas (DOI) e o Centro de Operações da Defesa Interna (CODI), instituições ligadas ao governo responsáveis por combater os “inimigos do regime”.

O DOI-CODI adotou inúmeras práticas violentas de torturas físicas e psicológicas, assassinatos e desaparecimentos.

Os órgãos repressivos desarticularam as organizações de esquerda, provocando a morte de dezenas de militantes.

Presidentes da Ditadura Militar no Brasil

Os presidentes da Ditadura Militar no Brasil foram:

  • Humberto Castelo Branco (1964–1967)
  • Arthur Costa e Silva (1967–1969)
  • General Emílio Médici (1969–1974)
  • General Ernesto Geisel (1974–1979)
  • General João Baptista Figueiredo (1979–1985)

Saiba mais em: O que é democracia

The post Ditadura Militar no Brasil (1964-1985) appeared first on Ler e Aprender.

]]>
https://lereaprender.com.br/ditadura-militar-no-brasil-1964-1985/feed/ 0
Governo Costa e Silva https://lereaprender.com.br/governo-costa-e-silva/ https://lereaprender.com.br/governo-costa-e-silva/#respond Wed, 12 Feb 2020 16:57:54 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=8526

O Governo Costa e Silva foi o segundo governo da Ditadura Militar, em que Artur Costa e Silva foi presidente do Brasil. Ele assumiu o cargo em 1967, quando foi eleito de forma indireta, e governou até sua morte, em 1969. Durante o Governo Costa e Silva, foram iniciadas as medidas que levaram ao “milagre […]

The post Governo Costa e Silva appeared first on Ler e Aprender.

]]>
O Governo Costa e Silva foi o segundo governo da Ditadura Militar, em que Artur Costa e Silva foi presidente do Brasil. Ele assumiu o cargo em 1967, quando foi eleito de forma indireta, e governou até sua morte, em 1969.

Durante o Governo Costa e Silva, foram iniciadas as medidas que levaram ao “milagre econômico”. Também foi quando foi iniciado o período de maior repressão da Ditadura, conhecido como “anos de chumbo”.

Biografia

Artur Costa e Silva nasceu em Taquari, município do Rio Grande do Sul, no dia 3 de outubro de 1899, sendo filho de portugueses. Ele ingressou na carreira militar no Colégio Militar de Porto Alegre, onde concluiu o curso como primeiro da turma. Costa e Silva se casou com Iolanda Gibson Barbosa, filha de um militar.

Em 1918, ele entrou na Escola Militar de Realengo, no Rio de Janeiro. Após a formação, Costa e Silva se tornou segundo-tenente em 1922. Ele se tornou general em 1952 e, nove anos depois, chegou ao posto mais alto, o de general de exército.

Durante o governo de João Goulart, ele reprimiu manifestações estudantis no Nordeste. Por fim, ele também participou da conspiração que derrubou o presidente João Goulart, assumindo o Ministério da Guerra em seguida.

Nessa posição, Costa e Silva passou a defender os interesses da “linha dura”, o grupo mais radical das Forças Armadas. Com a transferência da eleição para o Congresso Nacional pelo Ato Institucional nº 2, ele se impôs como candidato para suceder de Castelo Branco na presidência da República.

Governo Costa e Silva

No dia 3 de outubro de 1966, Costa e Silve venceu a eleição, na qual ele era o único candidato, de forma indireta pelo Congresso Nacional, sem a participação popular. A posse aconteceu somente em março de 1927, ocasião em que Artur Costa e Silva se tornou o 27º presidente do Brasil.

Nos seus discursos antes da eleição, Costa e Silva falava sobre restabelecer a democracia no Brasil. No entanto, não foi isso que aconteceu durante o seu governo, que foi o momento de transição para o período de maior repressão da ditadura.

Além da forte repressão aos movimentos contrários ao regime, o Governo Costa e Silva foi marcado também pela política econômica e o decreto do Ato Institucional nº5, que intensificou ainda mais a repressão do governo.

Economia

A política econômica no governo de Castelo Branco foi marcada pelo congelamento de salário e dos gastos governamentais, além da redução do consumo como meio de reduzir a inflação. No entanto, Costa e Silva não seguiu essa linha completamente, priorizando o desenvolvimento econômico.

Para isso, teve início uma política econômica desenvolvimentista, semelhante a do governo de Juscelino Kubitschek, porém alinhada a interesses ideológicos. Dessa forma, a economia durante o Governo Costa e Silva passou a incentivar o consumo e o investimento público.

Essa política deu início ao período conhecido como “milagre econômico”, que durou de 1968 até 1973, sendo marcado pelo crescimento econômico elevado. Algumas ações tomadas durante esse período foram o subsídio governamental, a desnacionalização da economia e o controle de reajustes de preço.

Além disso, a política econômica do governo de Costa e Silva não sofria com críticos, por causa da intensa repressão aos opositores. Assim, a longo prazo, as políticas do “milagre econômico” intensificaram a desigualdade social e o endividamento do governo.

Grupos de oposição ao governo

Durante o Governo Costa e Silva, diversos grupos de oposição ao regime militar cresceram e se organizaram. Importantes nomes do conservadorismo deixaram de apoiar a Ditadura e criaram movimentos de oposição, como Carlos Larcerda, criador da Frente Ampla, que contava com apoio de ex-presidentes.

O movimento estudantil também se mobilizou contra o regime, principalmente após a morte do estudante Edson Luís. Esse grupo organizou uma série de protestos, que passaram a ser duramente reprimidos a partir de julho de 1968. O mais marcante desses protestos foi a Passeata dos Cem Mil, que também contou com o apoio de artistas e intelectuais.

Outro grande grupo que se posicionou contrário a Ditadura foi o movimento operário, motivado pelo impacto na renda causado pelo congelamento de salários de 1964. Os trabalhadores desse movimento organizaram greves em Minas Gerais e em São Paulo fortemente reprimidas pelo governo.

Ditadura: Ato Institucional nº 5

Para controlar os diversos grupos que se levantavam contra o governo militar, foi decretado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), em 13 de dezembro de 1918. O estopim para a publicação desse decreto foi a oposição dos parlamentarem contra a punição ao deputado Márcio Moreira de Alves, que criticou o regime ao chamar o exército de “valhacouto (abrigo) de torturadores”.

Sendo assim, o AI-5 foi o modo que os militares encontraram de suprimir toda forma de insubordinação, sendo o que iniciou os “anos de chumbo”. Entre as medidas do AI-5, estavam:

  • Autorização para o presidente fechar o Congresso Nacional e as Assembleias Legislativas dos estados;
  • Censura de música, cinema, teatro, televisão e da imprensa;
  • Suspensão de direitos políticos de qualquer cidadão por decisão do presidente;
  • Suspensão do habeas corpus (medida que protege a liberdade de alguém em casos de ilegalidade ou abuso de poder) em crimes políticos.

Dessa forma, os poderes dos militares para reprimir opositores foi ampliado, endurecendo o regime. Assim, qualquer pessoa contrária à Ditadura Militar poderia ser presa e perseguida e os meios de comunicação poderiam ser censurados. Além disso, a prática de tortura pelos militares se tornou comum.

Fim do governo Costa e Silva

Em março de 1969, o Governo Costa e Silva chegou ao fim após o presidente sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC), afastando Costa e Silva do cargo. Ele faleceu em dezembro do mesmo ano. O país foi governado por uma Junta Provisória até outubro, quando o poder foi transmitido para o general Emílio Garrastazu Médici.

Resumo

  • O Governo Costa e Silva foi o segundo governo durante a Ditadura Militar, com Artur Costa e Silva sendo presidente entre 1967 e 1969;
  • Costa e Silva foi eleito indiretamente pelo Congresso Nacional;
  • O seu governo foi marcado pelo “milagre econômico”, pelo aumento da repressão e pelo Ato Institucional nº 5;
  • A economia do Governo Costa e Silva foi marcada por uma política econômica desenvolvimentista, que levou ao “milagre econômico”, um período de crescimento econômico elevado;
  • No entanto, esse “milagre econômico” durou somente de 1968 até 1973, sendo a causa para o aumento da desigualdade social e da dívida externa do Brasil;
  • Durante o Governo Costa e Silva, a oposição contra a Ditadura Militar cresceu com a formação de grupos organizados, como a Frente Ampla, o movimento estudantil e o movimento operário;
  • Para reprimir ainda mais os opositores ao regime militar, foi decretado o Ato Institucional nº 5 (AI-5), que permitiu a censura dos meios de comunicação e deu poder para o presidente fechar o Congresso Nacional;
  • O AI-5 foi o que iniciou o período da Ditadura conhecido como “anos de chumbo”, em que a repressão foi intensificada e a tortura se tornou uma prática comum entre os militares.

Veja também:

Governo Deodoro da Fonseca

Governo Fernando Collor

Governo Jânio Quadros

The post Governo Costa e Silva appeared first on Ler e Aprender.

]]>
https://lereaprender.com.br/governo-costa-e-silva/feed/ 0