Política Archives - Ler e Aprender https://lereaprender.com.br/tag/politica/ Atividades educativas de Português, Matemática, História, Geografia, Artes e muito mais. Wed, 19 Aug 2020 15:33:00 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.5 O que é política https://lereaprender.com.br/o-que-e-politica/ https://lereaprender.com.br/o-que-e-politica/#respond Wed, 19 Aug 2020 15:33:00 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=15579
O que é política

A palavra política, originada do grego polis, que significa cidade, se refere à capacidade do homem de criar diretrizes com o objetivo de organizar o modo de vida. O conceito está ligado à vida em sociedade, no sentido de fazer com que cada pessoa consiga expressar as suas diferenças e conflitos sem que isso seja transformado […]

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O que é política

A palavra política, originada do grego polis, que significa cidade, se refere à capacidade do homem de criar diretrizes com o objetivo de organizar o modo de vida.

O conceito está ligado à vida em sociedade, no sentido de fazer com que cada pessoa consiga expressar as suas diferenças e conflitos sem que isso seja transformado em um caos. Dessa forma, a política surgiu para garantir a estabilidade social.

Política ainda faz menção a tudo que está vinculado ao Estado, governo e administração pública. O objetivo final é administrar o patrimônio público, além de também promover o bem de todos.

Origem da política 

Normalmente, a origem da política é denominada aos gregos e aos romanos.  Com a obra de Aristóteles, Política, é possível conferir a existência de relações de poder e autoridade em antigas civilizações.

Apesar disso, de fato, é possível concluir que os romanos desenvolveram características no sentido político.

Políticas Públicas

As políticas públicas são ações realizadas pelo governo, com o objetivo de trazer melhorias para a vida dos cidadãos. Elas podem ser realizadas em diferentes áreas de atuação, como habitação, saúde, saneamento, entre outros.

Dessa forma, se o governo de uma cidade criar uma lei específica para o trânsito ou permitir que determinado grupo pague apenas 50% no transporte público, por exemplo, essas são ações de políticas públicas.

Partidos políticos

A partir da Revolução Industrial, as sociedades passaram a ser mais complexas. Anteriormente, a política era decidida apenas por um pequeno grupo de pessoas que pertenciam a uma mesma classe social, a aristocracia.

Com o processo de industrialização, iniciou-se o êxodo rural, em que as pessoas saíram do campo e se mudaram para as cidades. Nesse cenário, surgiram dois novos personagens, os burgueses e os operários.

No período, por conta das condições de trabalho nas fábricas, os operários começaram a se organizar em sindicatos para reivindicar melhores condições de trabalho.

Os diferentes ideais fizeram com que os cidadãos começassem a ter um amplo leque de opiniões, surgindo, então, os diversos partidos políticos.

Veja também:

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O que é democracia https://lereaprender.com.br/o-que-e-democracia/ https://lereaprender.com.br/o-que-e-democracia/#respond Thu, 05 Mar 2020 19:34:02 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=9325

Democracia é um regime político em que todos os cidadãos exercem igualmente o poder de governar. Em regimes democráticos, a soberania do povo na criação de leis e no governo pode ser exercida de forma direta ou representativa. Sendo assim, a democracia é o contrário da monarquia, em que existe um rei, e da oligarquia, […]

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Democracia é um regime político em que todos os cidadãos exercem igualmente o poder de governar. Em regimes democráticos, a soberania do povo na criação de leis e no governo pode ser exercida de forma direta ou representativa.

Sendo assim, a democracia é o contrário da monarquia, em que existe um rei, e da oligarquia, em que uma pequena elite governa. Além disso, governos ditatoriais e tiranos, em que uma pessoa ou grupo exerce o poder por meio da força, não podem ser considerados democráticos, mesmo que sejam feitas eleições.

Origem da democracia

A palavra “democracia” significa “governo do povo” tem origem na junção de dois termos gregos: demos, que significa “povo”, e kratos, que significa “poder”. Essa palavra foi usada pela primeira vez por volta de 507 a.C. na cidade-estado de Atenas, na Grécia Antiga, quando os atenienses organizaram a primeira experiência democrática.

Na democracia ateniense, alguns cidadãos eram escolhidos aleatoriamente para cargos administrativos no governo. Além disso, todos os cidadãos podiam falar e votar na ágora (praça), onde eram criadas as leis. No entanto, mulheres, estrangeiros, escravos, homens com menos de 20 anos e que não possuíam terras não eram considerados cidadãos.

Mesmo com a não inclusão de todos os habitantes da cidade, o modelo de democracia ateniense é considerado uma referência para as democracias modernas.

Tipos de democracia

As democracias podem ser classificadas de acordo com o modo de organização, por isso que nem todos os regimes democráticos são semelhantes. Assim, os tipos de democracia existentes são:

  • Democracia direta

Forma clássica de democracia que era praticada pelos atenienses. Nesse modelo, não existiam eleições, já que todos os cidadãos podiam debater e votar em leis na ágora. Cada cidadão poderia participar diretamente do governo, exercendo a soberania popular completamente.

  • Democracia representativa

É o tipo de democracia utilizado na maior parte dos países, como no Brasil e na França. Como a população e o território de um país são grandes, é impossível a existência de um modelo democrático direto. Então, os cidadãos passam a eleger representantes para governar no seu lugar, tendo uma Constituição como norma máxima.

No entanto, esse tipo de democracia tem a possibilidade de corrupção e da atuação em busca de interesses privados, ao invés do bem público.

  • Democracia semidireta

A democracia semidireta é o meio termo entre os outros dois tipos de democracia. Assim, a democracia semidireta combina a representação e a participação direta do cidadão. Nesse modelo, existem eleições, mas as decisões são tomadas com participação e autorização do povo por meio de plebiscitos e das assembleias locais.

Atualmente, a Suíça é o país que mais chega perto dos princípios da democracia semidireta.

Democracia no Brasil

Ao longo da história, a democracia brasileira oscila entre momentos de grande apelo democrático e outros momentos de ditadura.

Após a Proclamação da República, os dois primeiros presidentes brasileiros, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, eram militares. Em seguida, veio o período da “política do café com leite”, em que todos os presidentes eram apoiados pelo produtores de café, que controlavam o voto da população, ação conhecida como “voto de cabresto”. Alguns presidentes desse período foram Campos Sales e Nilo Peçanha.

Esse período chegou ao fim com a Revolução de 1930, que acabou a república para dar início aos 15 anos de Era Vargas, em que Getúlio Vargas governou o país. A democracia foi estabelecida depois em 1945, mas apenas vinte anos depois aconteceu o golpe militar, que estabeleceu um regime antidemocrático.

Durante a Ditadura Militar, ainda eram feitas eleições, mas elas não eram livres e competitivas. Ao fim do regime miliar, em 1985, foram feitas eleições indiretas para presidente. Alguns anos depois, a Constituição de 1988 estabeleceu a democracia plena.

No entanto, muitos políticos e até parte da população ainda não compreendem o conceito de democracia, achando que é algo apenas associado ao voto. Por isso e pelo pouco tempo de existência, a democracia ainda não foi estabelecida com firmeza no Brasil.

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Comunismo https://lereaprender.com.br/comunismo/ https://lereaprender.com.br/comunismo/#respond Mon, 10 Feb 2020 18:34:38 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=8007

No século XV, com a decadência do feudalismo, o capitalismo começou a surgir como um sistema econômico que se baseia nas trocas comerciais e adota o modelo do mercantilismo. Em três fases (capitalismo comercial, capitalismo industrial e capitalismo financeiro), do século XV aos dias atuais, o capitalismo se ancorou nas revoluções tecnológicas e políticas, aumento […]

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No século XV, com a decadência do feudalismo, o capitalismo começou a surgir como um sistema econômico que se baseia nas trocas comerciais e adota o modelo do mercantilismo.

Em três fases (capitalismo comercial, capitalismo industrial e capitalismo financeiro), do século XV aos dias atuais, o capitalismo se ancorou nas revoluções tecnológicas e políticas, aumento de produtividade,  acúmulo de capital e busca pelos lucros.

Diante disso, o sistema econômico vigente passa por algumas críticas de outras ideologias, como por razão da desigualdade social.

Em contraposição a esse sistema, foi criado o comunismo, no século XIX. Essa ideologia surgiu com o avanço da Revolução Industrial, período em que os os trabalhadores de fábricas estavam sujeitos às condições precárias de trabalho. Com a intenção de solucionar o problema, o comunismo propõe uma sociedade igualitária, sem a divisão em classes sociais, como é feito no capitalismo.

O que é comunismo

O comunismo é uma ideologia política e socioeconômica que propõe a criação de uma sociedade igualitária,  que seria alcançada mediante o fim da propriedade privada, das classes sociais e do Estado.

Desse modo, os ideais comunistas acreditam que haverá uma ordenação social, política e econômica, e assim as desigualdades não vão ser mais um problema.

Uma das maiores críticas existentes à sociedade capitalista é pelo fato dos meios de produção e de riqueza estarem concentrados nas mãos dos burgueses, enquanto os proletários só possuem o valor da sua mão de obra, transformada em mercadoria.

No entanto, o filósofo Karl Marx considera que as metas maiores da sociedade comunista só serão alcançadas por meio de uma revolução do proletariado.

Quando surgiu o comunismo

Mesmo que Friedrich Engels e Karl Marx tenham sido os pensadores que determinaram as bases do comunismo, os ideais similares ao sistema eram defendidos desde a antiguidade clássica. Na obra “A República”, o filósofo grego Platão define um modelo de sociedade ideal baseada na extinção da propriedade privada e da família.

Mais tarde, entre os séculos XII e XV, durante a Idade Média, existiam grupos que discordavam da Igreja Católica, sendo contrários à propriedade privada e aos bens materiais. Esses grupos defendiam a convivência humana em uma vida simples e comunitária.

No início do século XIX, várias propostas de comunidades baseadas na propriedade comum surgiram com uma origem racional e filantrópica. Essas propostas foram consideradas por Marx como “socialismo utópico”, já que envolviam ideias imaginárias ou futuristas.

Com o avanço da Revolução Industrial, muitos críticos do movimento socialista culpavam o capitalismo pelas más condições dos trabalhadores. Então, em 1848, Friedrich Engels e Karl Marx lançaram o panfleto “O Manifesto Comunista”, que propunha a mudança do pensamento político da época e popularizou o uso do termo “comunismo”.

Diferença entre socialismo e comunismo

Na teoria marxistas, o socialismo é uma etapa para o comunismo. No sistema socialista, o Estado seria conduzido pelos trabalhadores e a produção e distribuição de bens seria controlada pelo governo em sistema de igualdade e cooperação.

Já no comunismo, sendo uma etapa posterior ao socialismo, o Estado seria abolido e a sociedade encontraria formas de se ordenar. Assim, as formas de opressão social seriam contidas e a os trabalhadores teriam o domínio sob o seu trabalho e os meios de produção.

Países comunistas

Considerando as especificidades de uma sociedade comunista, não há um país totalmente comunista.  No entanto, existem países e governos que se inspiram nas ideias de Marx, e que possuem Estados fortes e um partido único, como é o caso da República de Cuba e a República Popular da China.

Em 1917, houve a Revolução Russa, com influência dos ideais de Engels e Marx. Foi criada a União Soviética com a premissa de ser uma república comunista, mas o sistema econômico de fato implementado foi o socialismo de mercado, que junta elementos capitalistas ao socialismo.

Comunismo no Brasil

No Brasil, o movimento chegou no final do século XIX, junto a ideias anarquistas, chegando ao auge na greve geral de 1917, que envolveu mais de 70 mil pessoas. O movimento cresceu com a criação do Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1922, mas foi contido durante o governo de Getúlio Vargas.

Em 1958, um desentendimento no PCB fez que o partido se dividisse, resultando na criação do Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Durante a ditadura militar, os comunistas militantes foram perseguidos pelo regime.

Já na década de 1990, surgiu o Partido dos Trabalhadores (PT) atraindo muitos comunistas. No entanto, o partido acabou se alinhando a princípios sociais-democratas, afastando-se do comunismo de fato.

Ideais do comunismo

Como sistema socioeconômico, o comunismo possui alguns ideais para a solução dos problemas políticos, sociais e econômicos:

  • Fim da desigualdade social;
  • Divisão igualitária de bens entre os trabalhadores;
  • Direito igualitário aos produtos e tecnologias da mesma qualidade;
  • Fim da desigualdade no ambiente de trabalho;
  • Fortalecimento do sentimo de comunidade.

No entanto, muitos estudiosos apontam as dificuldades de implantação de um sistema gerenciado pela própria sociedade, sem governo central, principalmente em grandes territórios.

Além disso, como a lógica capitalista seria eliminada, questiona-se sobre qual seria a motivação para criação e aprimoramento de produtos, da evolução e da tecnologia, já que tudo seria produzido em uma escala básica para atender as necessidades básicas da sociedade.

Veja também: Fascismo

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Governo José Sarney https://lereaprender.com.br/historia_jose-sarney/ https://lereaprender.com.br/historia_jose-sarney/#respond Thu, 28 Nov 2019 18:50:16 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=6514

Nascido em Pinheiro, no Maranhão, José Sarney de Araújo Costa é fruto de uma das famílias mais ricas do estado. Considerado o político com maior carreira política do país, foi primeiro presidente civil do Brasil após o período da ditadura militar. Além de ter ocupado a presidência, Sarney foi governador do Maranhão e senador pelo […]

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Nascido em Pinheiro, no Maranhão, José Sarney de Araújo Costa é fruto de uma das famílias mais ricas do estado. Considerado o político com maior carreira política do país, foi primeiro presidente civil do Brasil após o período da ditadura militar.

Além de ter ocupado a presidência, Sarney foi governador do Maranhão e senador pelo Maranhão e pelo Amapá, chegando a ser presidente da Casa. Fora do âmbito político, ele também é advogado, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras, com diversas obras publicadas.

José Sarney de Araújo Costa nasceu em 24 de abril de 1930, com o nome de José Ribamar Ferreira de Araújo Costa. Ele é filho de Kyola Ferreira de Araújo Costa e Sarney de Araújo Costa, que foi membro do Tribunal de Justiça do Maranhão como promotor e desembargador. Em 1946, Sarney se casou com Marly Macieira, com quem teve três filhos.

A família de José Sarney é uma das mais ricas do Maranhão, com o patrimônio estimado em 250 milhões de reais. As propriedades da família incluem imóveis, emissoras de rádio e televisão, jornais e diversos tipos de empresas.

Formação acadêmica

José Sarney iniciou os seus estudos no interior do Maranhão, no Colégio Mota Júnior, em São Bento, e no Colégio de Professor Joca Rego, em Santo Antônio de Balsas. Aos 12 anos de idade, ele foi aprovado no Liceu Maranhense, em São Luís, capital do estado.

Nesse último colégio, Sarney começou a se envolver com assuntos políticos, tendo sido presidente do Centro Liceísta e editor do jornal “O Liceu”. Em 1945, ele chegou a ser detido por participar de manifestações contra a ditadura de Getúlio Vargas.

Em 1950, José Sarney ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Maranhão, concluindo o curso em 1953. No ano seguinte, ele foi professor na Faculdade de Serviço Social da Universidade Católica do Maranhão, abandonando o cargo em 1955 para assumir o mandato de deputado federal.

Atuação política

José Sarney entrou na carreira política quando ele se filiou ao Partido Social Democrático (PSD), candidatando-se a deputado federal em 1954, mas sem se eleger. No entanto, ele assume um mandato como suplente em 1955. Sarney mudou para o partido União Democrática Nacional (UDN), sendo eleito para o mesmo cargo em 1958 e 1962.

Em 1965, Sarney foi eleito governador do Maranhão e, com o início do regime militar e a extinção dos partidos políticos, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio à ditadura. Durante o período, ele foi eleito e reeleito senador em 1970, permanecendo no cargo até 1985.

Com o fim do regime militar e a criação de novos partidos políticos, Sarney criou a Frente Liberal. Em 1984, o partido fez coligação com o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e lançou a candidatura de Tancredo Neves para presidente, com José Sarney como vice. Eles foram eleitos pelo Colégio Eleitoral por 480 votos contra 180.

Foto oficial de José Sarney como presidente

Contudo, Tancredo adoeceu e Sarney assumiu como presidente interino em 15 de março de 1985. Um mês depois, com a morte de Tancredo, José Sarney se tornou o primeiro presidente após o regime militar.

As medidas tomadas pelo governo Sarney tinham como objetivo impedir o crescimento da inflação e melhorar a economia. Entre as ações, estão o lançamento do Plano Cruzado, uma moeda para substituir o cruzeiro, e o congelamento de preços e de salários. Além disso, também foram feitas a Constituição de 1988 e as primeiras eleições diretas.

Com o fim do mandato, José Sarney mudou de domicílio eleitoral e foi eleito senador por três mandatos, em 1991, 1999 e 2007. Em 2015, após 60 anos de mandatos consecutivos, Sarney anunciou sua aposentadoria para se dedicar mais a carreira de escritor.

Carreira literária

Em paralelo à vida política, José Sarney também desenvolveu uma longa carreira como escritor. Ele escreveu contos, crônicas, ensaios e romances, além de colaborações na imprensa.

Em 1947, ele ganhou um concurso de reportagem do jornal “O Imparcial”, sendo contratado como repórter. Nos anos seguintes, Sarney colaborou com outros jornais e, durante a faculdade de Direito, criou um suplemento literário no “O Imparcial”.

Aos 22 anos, em 1952, ele ingressou na Academia Maranhense de Letras, sendo um dos principais difusores do pós-modernismo brasileiro no estado. Foi eleito para a cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras, em 1980, sendo, atualmente, o membro mais antigo.

Obras

  • Ensaios: A pesca do curral  (1953);
  • Poesia: A canção inicial (1954), Marimbondos de fogo (1978), Saudades mortas (2002);
  • Contos: Norte das águas (1969), Dez contos escolhidos (1985), Brejal dos Guajas e outras histórias (1985);
  • Discursos: O parlamento necessário (1982), Falas de bem-querer (1983), A palavra do presidente (1985-1990), 20 anos de democracia (2005), 20 anos do Plano Cruzado (2006);
  • Crônicas: Sexta-feira, Folha (1994), A onda liberal na hora da verdade (1999), Canto de página (2002), Crônicas do Brasil contemporâneo (2004), Tempo de pacotilha (2004), Semana sim, outra também (2006);
  • Romances: O dono do mar (1995), Saraminda (2000), A duquesa vale uma missa (2007), Maranhão – sonhos e realidades (2010);
  • Outros gêneros: Mercosul, o perigo está chegando (1997), Amapá, a Terra onde o Brasil começa (1998).

Frases

“Vivemos entre a ameaça do protecionismo e o fantasma da inadimplência.”

“Realmente, estamos importando alimentos, mas isso é ótimo, porque significa que quem não comia está comendo.”

“No Maranhão, depois dos 50 (anos) não se pergunta a alguém como está de saúde. Pergunta-se onde é que dói.”

“Consultei um futurólogo e ele previu que o Brasil só terá outro presidente nordestino daqui a 1.900 anos. Então, acho que mereço ficar os seis anos.”

“Herdei para administrar a maior crise política da história brasileira, a maior dívida externa do mundo, a maior dívida interna, a maior inflação que já tivemos, a maior dívida social e a maior dívida moral.”

“Durante o meu mandato a história se contorceu, mas a democracia não murchou na minha mão.”

“Posso conciliar a literatura com a política, porque hoje a política tem muito de ficção.”

“Escrever é uma compulsão.”

“Parente em governo sempre cria problema. Para o governo ou para o parente.”

“Não me perdoam por ter chegado ao poder passando por cima do cadáver de Tancredo Neves.”

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Conheça Quintino Bocaiúva https://lereaprender.com.br/historia_conheca-quintino-bocaiuva/ https://lereaprender.com.br/historia_conheca-quintino-bocaiuva/#respond Fri, 22 Nov 2019 16:01:20 +0000 https://lereaprender.com.br/?p=6372

Nascido em Itaguaí, no Rio de Janeiro, Quintino Antônio Ferreira de Sousa (1836 – 1912), mais conhecido como Quintino Bocaiúva, ficou órfão ainda criança e, aos 14 anos, mudou-se para São Paulo. Devido a sua constante aproximação com a política e com as ideias republicanas e nacionalistas, adotou o nome ‘Bocaiúva’, nome de origem indígena […]

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Nascido em Itaguaí, no Rio de Janeiro, Quintino Antônio Ferreira de Sousa (1836 – 1912), mais conhecido como Quintino Bocaiúva, ficou órfão ainda criança e, aos 14 anos, mudou-se para São Paulo.

Devido a sua constante aproximação com a política e com as ideias republicanas e nacionalistas, adotou o nome ‘Bocaiúva’, nome de origem indígena que refere a uma palmeira brasileira. Se tornou um jornalista e um político de destaque. No comando do jornal O País, ao mesmo tempo em que era líder do Partido Republicano, foi considerado “príncipe dos jornalistas brasileiros”.

Quintino Bocaiuva

Atuação profissional: Jornalismo e Política

Ao se instalar em São Paulo, começou a trabalhar como tipógrafo e revisor de textos na redação de um jornal chamado Acaiaba. Além disso, assim como o jornalista Ferreira Viana, Quintino também escrevia artigos para o jornal A Hora. Com essa fonte de renda, deu continuidade em seus estudos e passou a escrever poesias e artigos a a serem publicados no Acaiaba.

Bocaiúva se matriculou no curso de Humanidades e Direito em 1850, mas se viu obrigado a abandonar a formação quatro anos depois, por dificuldades financeiras de se manter. Em 1856, retornou ao Rio de Janeiro para trabalhar no jornal Diário do Rio de Janeiro e se dedicar integralmente à carreira de jornalista. Após 1860, passou quatro anos escrevendo para o Correio Mercantil, onde teve a oportunidade de redigir o Manifesto Republicano, publicado em no jornal A República, em 1870.

Durante sua carreira de jornalista, realizou notáveis trabalhos, como a cobertura da Questão Platina (série de disputas entre países como o Uruguai, Brasil, Argentina e Paraguai pelo Rio Prata) e a Guerra do Paraguai. Além disso, foi protagonista no confronto com os representantes do regime imperial.

No mesmo ano, porém meses antes da publicação do Manifesto Republicano, Bocaiúva fundou o Partido Republicano. Já que suas principais ações, por vezes polêmicas, eram registradas no A República, o jornal foi extinto em 1874. Entretanto, não disposto a desistir de expor seus ideais, ajudou a fundar o jornal O Globo, que também atuava em favor do regime republicano. Contudo, esse jornal também foi fechado, em 1883.

Um ano após a extinção do O Globo, em 1884, o jornalista fundou o jornal O País, com o objetivo de prosseguir sua exposição de opiniões contrárias ao regime monárquico e seu sistema de funcionamento. Fazia questão de enfatizar, entretanto, que sua luta não era contra quem representava o governo, mas contra sua estrutura.

Para a derrubada do império, foi necessário que o governo perdesse o apoio dos militares. Essa ação só foi concretizada a partir de uma articulação de Quintino Bocaiúva com Benjamin Constant e seus subordinados.

Em 1889, eleito chefe da propaganda do Partido Republicano, Quintino Bocaiúva fazia parte do grupo maçom dos propagandistas que se opunham ao positivismo. Nesse contexto, o movimento republicano estava em alta e se difundia progressivamente, tendo formado quase 300 clubes e mais de 75 jornais responsáveis pela divulgação de suas ideias.

No mesmo ano, após a instauração do Governo Provisório de Deodoro da Fonseca, Bocaiúva foi nomeado Ministro das Relações Exteriores e Ministro da Agricultura, onde atuou até 1891.

Foi eleito senador (1899) e, um ano depois, governador do estado do Rio de Janeiro. Durante a disputa presidencial entre o marechal Hermes da Fonseca e Rui Barbosa, Bocaiúva prestou apoio ao marechal republicano. Ao conseguir se reeleger no cargo de senador e permaneceu nesta posição até sua morte, em 1912.

Frases

“O regime da federação baseado, portanto, na independência recíproca das províncias, elevando-se à categoria de Estados próprios, é aquele que adotamos no nosso programa, como sendo o único capaz de manter a comunhão da família brasileira.”

“Onde estiver Pinheiro Machado podeis segui-lo, pois com ele estareis com a boa causa da República.”

Veja também: 

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