Cobras: o que são, habitat, reprodução e curiosidades

Saiba quais cobras são ou não venenosas, suas características e o que fazer caso seja picado por uma delas

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Cobras são, majoritariamente, animais da família réptil vertebrados e carnívoros.

Onde habitam?

Podem ser tanto aquáticas quanto terrestres, ou algumas vezes, ambos os casos. As terrestres se dividem entre as que vivem na superfície (como as cascavéis e jararacas – que às vezes também são encontradas em árvores), as que sobem e andam pelas árvores e as que habitam embaixo da terra (como as corais).

Enquanto algumas espécies preferem locais secos e cheios de pedras, outras preferem viver em campos e interior de florestas, ou áreas úmidas como margens de rios e lagos (como sucuris e jiboias).

Se peçonhenta (venenosa) ou não, dita o comportamento e os hábitos das espécies. Geralmente, as venenosas, além de aparentarem ser calmas e tranquilas enquanto rastejam, buscam seus alimentos durante a noite. As cobras peçonhentas também não possuem o costume de serem agressivas, sendo que a maioria só dá o bote apenas quando perturbadas.

Cobra peçonhenta – Jararaca

Entretanto, isso não pode ser considerado uma regra, já que algumas espécies costumam até mesmo perseguir os homens (como a surucucu) e serem excessivamente agressivas. As não peçonhentas, todavia, caçam seus alimentos durante o dia e são sempre muito rápidas e ativas.

Como se reproduzem?

Assim como muitos outros répteis, as cobras, serpentes e víboras liberam substâncias que atraem os machos. A cópula acontece com a introdução do órgão reprodutor hemipênis na cloaca da fêmea. Apesar da fecundação acontecer dentro da fêmea, o desenvolvimento do filhote pode ou não ocorrer dentro dela.

Em alguns casos, as fêmeas botam o ovo fecundado, e o filhote se desenvolve fora dela. Em outros, o filhote se desenvolve dentro do corpo da mãe e esta só bota o ovo no momento do nascimento do filhote. Em ambos os casos, o ovo só se quebra no momento em que o filhote finaliza seu estágio de desenvolvimento.

Seu veneno

O sinal que diferencia uma cobra entre venenosa ou não é a existência de uma “fosseta lacrimal” (orifício localizado entre os olhos e as narinas, de cada lado da cabeça) nas peçonhentas. Além disso, algumas peçonhentas podem possuir uma espécie de chocalho (chamado guizo), escamas eriçadas ou até aspectos normais em sua cauda.

Os venenos das cobras podem causar a destruição dos tecidos (necrose por ação proteolítica) ou a coagulação e até destruição direta da proteína do sangue, impedindo que o sangue coagule e possibilitando hemorragias. Também pode apresentar ação neurotóxica, causando desmaios, perturbações na visão, formigamento, entre outros efeitos.

No geral, a manifestação dos sintomas são proporcionais a quantidade de substância tóxica inoculada pelo animal, e variam de acordo com sua espécie.

Cobra, Serpente ou Víbora?

Apesar de no Brasil ambos os termos serem tidos como sinônimos (o que não está errado, dado que é cultural), em outras partes do mundo, remetem a animais distintos. Nesses casos, o nome ‘serpente’ é utilizado de forma mais genérica que ‘cobra’.

As serpentes, basicamente, são animais répteis escamados, sem patas, que dilatam o estômago e são capazes de abrir a boca em muito mais que 90º. Nem todas possuem a capacidade de produzir veneno, mas das que conseguem, muitas ainda possuem dentes que agem especialmente na função de inocular essa substância em suas prezas.

Já as cobras são aquelas espécies de animais consideradas extremamente venenosas, ao ponto de levar a morte; as najas. Consistem em mais de 30 espécies distintas que são geralmente encontradas nos continentes africano e asiático.

Uma característica comum a essas espécies é a capacidade de dilatar o pescoço, com o objetivo de aparentarem um tamanho maior e, quem sabe, amedrontar seus predadores. Outras ainda são capazes de lançar jatos de veneno, como a cobra-cuspideira (que pode lançar um jato de até quase 2 metros de distância).

As víboras, por fim, são os répteis mais venenosos de todos. Duas das famílias de víboras mais conhecidas são a Viperidae (surucucus, cascavéis e jararacas) e a Elapidae (coral verdadeira)

10 curiosidades sobre as cobras, serpentes e víboras

  1. No Brasil, anualmente são registrados mais de 20 mil acidentes causados por serpentes.
  2. O processo de digestão das cobras é lento e demora cerca de 15 dias para ser completado. Isso acontece devido ao fato de elas engolirem os alimentos por completo, sem os mastigar ou partir em pedaços, como outros animais fazem. Assim, só se alimentam novamente ao fim do processo de digestão de sua refeição anterior.
  3. Cobras são surdas e se detectam suas presas ou ameaças por meio da vibração do solo.
  4. Cobras também não possuem narizes, assim, sentem cheiro através da língua (que é dividida em duas partes para conseguir detectar odores de ambos os lados).
  5. Geralmente, os ovos das serpentes são moles e flexíveis.
  6. A coral-verdadeira é a serpente brasileira mais venenosa de todas.
  7. Algumas espécies de cobras são capazes de “voar”. Basicamente, as cobras do gênero Chrysopelea pulam de uma árvore para a outra e, durante esses pulos, podem chegar a planar no ar por aproximadamente 100 metros.
  8. Boa parte dos órgãos das cobras são alongados para caber em sua estrutura corporal. Assim, o esôfago da cobra, por exemplo, chega a ocupar cerca de um terço do corpo do réptil.
  9. A maior espécie de serpente do mundo é a Pitón, que pode atingir até 10 metros de comprimento, e a mais pesada é a anaconda verde, que pode pesar aproximadamente 250 quilos.
  10. Após as cobras fêmeas liberarem as substâncias feromônicas para atraírem os machos, vários se juntam sobre ela, a enroscando, esperando que o animal cortejado finalmente libere a cloaca para eles. Mas algumas vezes, eles acabam perdendo a paciência e a sufocam para que, em exposta ao estresse, ela abra sua cloaca e eles aproveitem a oportunidade para acasalar.

Após ser picado, não faça

  • Cortes ou perfurações na parte do corpo picada;
  • Ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Torniquetes;
  • Sucção do veneno;
  • Automedicação;

Após ser picado, sempre procure um médico!

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