Vitamina D: como atua no organismo?

Apesar da nomenclatura 'vitamina', é um hormônio crucial para o funcionamento estável do organismo

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A vitamina D consiste em uma hormônio solúvel em gordura (por ser lipossolúvel, essa vitamina é armazenada no organismo por muito mais tempo que seria se fosse solúvel em água) que é produzido pelo próprio corpo humano.

As moléculas da vitamina D realizam reações em cadeia, por meio de reações fotolíticas e enzimáticas. Por ser produzida através do colesterol, a partir da absorção dos raios solares, essa vitamina é considerada um hormônio esteroide.

A melhor e maior fonte de vitamina D ao organismo são os raios solares. Em entrevista para o Bem Estar, o reumatologista Cristiano Zerbini esclareceu o funcionamento da vitamina D no corpo e a importância do sol para sua absorção. Segundo o médico, é o sol o responsável pela maior parte da captura de vitamina D realizada pelo corpo humano.

Vitamina D – Raios solares

Atuação no corpo humano

De acordo com o especialista, os raios solares são absorvidos pela pele, seguem pelos rins até chegar ao fígado, que é onde acontece a transformação em vitamina D. Basicamente, os raios solares atuam ativando a produção dessa vitamina.

Quando esse processo ocorre, a vitamina D atua como reguladora do crescimento, fortalecedora do sistema imunológico, aceleradora do metabolismo, tonificadora dos músculos, entre outras funções.

Isso acontece, pois a vitamina D regula as taxas dos sais minerais de cálcio e fósforo que são absorvidos pelo organismo, aumentando-a.

A vitamina D adquirida pela alimentação não é suficiente para suprir as demandas do organismo. Assim, é necessário combinar uma alimentação rica em vitamina D, com exposição solar diária.

Benefícios

Reduz os sintomas da depressão (por aumentar os níveis de serotonina), subir as taxas de testosterona, o risco de desenvolver diabetes tipo I, previne osteoporose, ajuda no combate a acne (graças a seu efeito anti-inflamatório e suas propriedades anti microbiais).

Além disso, é crucial para o desenvolvimento dos ossos, dos dentes, combater o envelhecimento e diminuir as chances de calvície. Também melhora a captação intestinal e diminui a perda renal.

Fontes de vitamina D

  • Raios solares;
  • Ovos;
  • Leite, queijos e outros derivados;
  • Cogumelos;
  • Bacalhau, sardinha, salmão e atum;
  • Fígado de bovino, galinha ou salmão;
  • Leite ninho fortificado;

Falta de vitamina D

Ceca de 40% da população norte-americana, 76% das mulheres grávidas e 48% das meninas de 9 a 11 anos possuem deficiência de vitamina D no organismo.

Quando a vitamina D se encontra em falta no organismo, pode fragilizar o tecido ósseo e, consequentemente, o esqueleto que sustenta o corpo, além de propiciar fraqueza muscular. Essas duas consequências podem comprometer o equilíbrio corporal e facilitar quedas.

O uso de filtro solar em excesso, ao invés de proteger de queimaduras, pode comprometer a absorção dos raios solares e a produção de vitamina D pelo organismo.

Crianças nascidas de grávidas com grande deficiência de vitamina D têm maior chances de desenvolver esclerose múltipla, esquizofrenia, diabete tipo 1 e artrite.

Em países de clima temperado, a depressão pode ser frequente nas estações de outono e inverno (fenômeno chamado depressão sazonal de inverno), devido ao desequilíbrio repentino de melatonina no organismo, pela pouca exposição solar.

Zerbini explica que a falta dessa vitamina pode ser detectada por meio de exames de sangue, testes laboratoriais como a análise de urina, doenças como o raquitismo em crianças e a falta de equilíbrio em adultos.

Excesso de vitamina D

Assim como a falta, o excesso desse hormônio também prejudica o organismo. Entretanto, as chances de se obter taxas de vitamina D excessivas são relativamente baixas. Quando acontece, pode causar o excesso de cálcio no sangue (hipercalmia) e, consequentemente, a produção de cálculos renais, além de pressão alta, fraqueza, nervosismo, excesso de urina, entre outros sintomas.

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