Leishmaniose visceral

Continue lendo para conhecer essa doença parasitária que pode acometer humanos e outros animais!

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A leishmaniose visceral é conhecida popularmente como calazar, uma doença causada por um protozoário que é transmitido pela fêmea do mosquito-palha ou birigui.

Transmissão 

A transmissão de leishmaniose visceral ocorre através da picada da fêmea do mosquito-palha infectada que quando perfura a pele do indivíduo, introduz o protozoário Leishmania chagasi no organismo dele.

Apesar dessa doença poder infectar cães, raposas, roedores, tamanduás, preguiças e equinos, ela não é uma doença contagiosa, a única forma de transmissão é pela picada do mosquito-palha.

No entanto, quanto mais indivíduos doentes, maior é a chance da fêmea do mosquito se infectar e transmitir o protozoário para outros indivíduos.

Depois de infectado, a incubação do protozoário pode variar de 10 dias a 2 anos no corpo do indivíduo.

Leishmaniose viceral
Leishmaniose viceral

Sintomas 

Os principais sintomas da leishmaniose visceral são:

  • Febre intermitente, ou seja, que vai e volta, e pode durar semanas.
  • Fraqueza no corpo.
  • Falta de apetite.
  • Anemia.
  • Palidez da pele.
  • Fígado e baço aumentados.
  • Medula óssea afetada.
  • Problemas respiratórios.
  • Diarreias.
  • Sangramentos orais e intestinais.

Diagnóstico 

Quanto mais precoce o diagnóstico de leishmaniose visceral for, mais fácil será evitar complicações no quadro clínico do paciente.

Exames laboratoriais são usados para confirmar o diagnóstico, dentre eles se destacam os testes sorológicos Elisa, testes de imunofluorescência e a punção de medula óssea que podem detectar a presença do protozoário.

Tratamento 

A leishmaniose visceral possui tratamento nos humanos, mas é uma doença grave e devem ser tomados todos os cuidados para a prevenção da infecção.

O tratamento no Brasil é feito através do Sistema Único de Saúde (SUS), é totalmente gratuito e ocorre de forma medicamentosa.

Os medicamentos utilizados não eliminam totalmente os protozoários do corpo dos humanos. Eles também já foram testados em cães, com respostas parecidas, ou seja, eliminação parcial dos parasitas.

Somente os cães atuam como reservatório de parasitas em áreas urbanas, por isso é importante tratar esses animais.

Como os protozoários não são completamente eliminados do corpo desses animais, eles se tornam riscos para a saúde pública, tanto humana quanto canina.

Em muitos casos, a eutanásia é recomendada para cães infectados por leishmaniose visceral, mas esse é um procedimento que deve ser realizado de forma ética e integrado a outras ações recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Prevenção 

A prevenção da leishmaniose visceral deve ser feita através do combate ao mosquito-palha, que é o transmissor da doença.

Isso é possível se toda a população manter os quintais limpos, sem matéria orgânica em decomposição que favoreçam a reprodução do mosquito.

A limpeza periódica do local onde os animais vivem também é muito importante para a prevenção da leishmaniose visceral.

Além disso, pode-se usar repelentes para prevenir a picada do mosquito tanto em animais quanto em humanos.

Vacina 

No Brasil, existe uma vacina contra leishmaniose visceral canina que é registrada no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento.

No entanto, não é possível afirmar cientificamente que a aplicação dessa vacina em cães pode controlar a disseminação da doença em humanos.

Sendo assim, a aplicação da vacina é usada para a proteção do cão e não como uma ferramenta de saúde pública dos humanos.

A vacina canina só pode ser aplicada em animais saudáveis, com resultados sorológicos não reagentes.

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