O que é esquizofrenia

O transtorno causa delírios, alucinações e isolamento social e ainda é visto com muito preconceito pela sociedade.

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Ao longo dos últimos séculos, o conhecimento sobre transtornos mentais evoluiu bastante. No entanto, ainda é difícil imaginar como alguém pode ter uma vida normal com alucinações e delírios.

Ainda existem muitos preconceitos com os pacientes que apresentam sintomas de doenças mentais, entre eles aqueles que possuem esquizofreniaCom os avanços da ciência, diversos pacientes puderam ter acesso a tratamentos e conseguem levar uma vida normal hoje em dia.

O que é esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença mental onde a pessoa não consegue distinguir o real da fantasia. Pessoas com esquizofrenia podem ter delírios, ouvir vozes e ter pensamentos confusos que as desconectam da realidade.

A palavra esquizofrenia tem origem nas palavras skízein, que significa separar, e phrenós, ou seja, diafragma, a parte do corpo que os gregos associavam como ponto de ligação entre corpo e alma. Assim, o termo significa uma “separação das funções mentais”, passando a ser relacionado ao transtorno.

Por muito tempo, a doença foi considerada loucura que não possui causa, nem tratamento. Os pacientes esquizofrênicos eram mantidos em hospitais psiquiátricos pela maior parte das suas vidas. Até hoje, a esquizofrenia não é compreendida em sua totalidade, o que dificulta a aceitação de pacientes esquizofrênicos na sociedade.

Causas da esquizofrenia

Não existe uma causa para a esquizofrenia. No geral, o que desencadeia esse transtorno são diversos fatores psicológicos, no ambiente, histórico familiar e até uso de drogas que causem delírios.

A esquizofrenia pode afetar homens e mulheres desde a adolescência até o início da vida adulta, sendo mais tardia e branda em mulheres.

Algumas teorias acreditam que a esquizofrenia pode ter interferência da genética, que pode contribuir para o desenvolvimento do transtorno junto aos fatores ambientais. Outras teorias defendem que a doença é causada por alterações bioquímicas e estruturais do cérebro.

Sintomas da esquizofrenia

O primeiro sintoma evidente da esquizofrenia é a apatia que afasta o paciente das atividades rotineiras e, ele, consequentemente, se isola do mundo. Outros sintomas de esquizofrenia também podem ocorrer:

  • Dificuldades de aprendizado desde a infância;
  • Pouca vontade de interagir com os outros;
  • Falta de reação em situações felizes ou tristes;
  • Surgimento de vozes na cabeça;
  • Sensações nos órgãos dos outros sentidos, como tato e audição;
  • Mania de perseguição.

Tipos de esquizofrenia

De acordo com o manual de diagnóstico de doenças mentais, o DSM, o espectro esquizofrênico engloba 5 subtipos de esquizofrenia:

  • Paranoide: tipo mais comum do transtorno, em que os sintomas positivos predominam e que consiste em um delírio relativamente organizado;
  • Desorganizado: nesse tipo, predominam os sintomas afetivos e as alterações do pensamento, mas as ideias delirantes não são organizadas;
  • Catatônico: caracterizado pelo predomínio dos sistemas motores e da alteração da atividade, que pode ir desde o cansaço até a empolgação;
  • Indiferenciado:  apresenta um comportamento de isolamento social e diminuição do desempenho intelectual;
  • Residual: predomínio dos sintomas negativos, levando a dificuldade de expressar emoções e a pobreza de conteúdo do pensamento.

Tratamento de esquizofrenia

No século passado, quando a doença passou a ser mais estudada, o tratamento passou a causar menos efeitos colaterais e ser menos precário.

Atualmente, existem diversos medicamentos que interferem em substâncias da química cerebral para suavizar os sintomas da esquizofrenia. Também existem injeções de longa ação, em que uma dose dura até um mês e garante uma estabilidade no tratamento.

Caso esses métodos não sejam eficientes para o paciente, ainda existe a opção da eletroconvulsoterapia. O nome pode lembrar aos filmes e séries em que uma pessoa leva choques indiscriminadamente, mas, na verdade, o tratamento envolve aplicação de correntes elétricas em algumas regiões da cabeça e é seguro, causando menos traumas.

Com todos os tratamentos, é possível que uma pessoa tenha uma vida praticamente normal. Para que isso aconteça, a ajuda médica deve ser procurada no aparecimento dos primeiros sintomas e, ainda mais importante que isso, o esquizofrênico deve contar com o apoio da sociedade, para que não sofra com preconceitos e possa se sentir acolhido.

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