Segundo governo de Vargas (1951-1954)

Confira como foi o segundo governo de Vargas (1951-1954).

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O segundo governo de Vargas, que compreende os anos de 1951 a 1954, é conhecido como o “governo democrático de Vargas”, pelo fato de Getúlio Vargas ter ascendido ao poder por meio do voto popular.

Biografia

Getúlio Vargas foi um político brasileiro que ascendeu à presidência por meio de um golpe de Estado com o apoio dos militares. Tal acontecimento ficou conhecido como a Revolução de 1930.

Com isso, entre os anos de 1930 e 1945, Vargas governou o país. Esse período é chamado de Era Vargas.

Entre 1930 e 1934 ele dirigiu o Governo Provisório, marcado pela promulgação da Constituição de 1934 que o elegeu para presidente do Brasil de forma indireta.

Entre 1934 e 1937, ele liderou o Governo Constitucional, que se caracterizou pela atuação de dois movimentos políticos, Ação Integralista Brasileira (AIB) e Aliança Nacional Libertadora (ANL).

Durante esse período, ocorreu uma Constituinte que determinou que as próximas eleições presidenciais aconteceriam em 1938.

Temeroso de perder o cargo, Vargas promoveu um segundo golpe, no final de 1937. Visando legitimar seu ato, ele alegou que o país estava sob uma “ameaça comunista” e, por isso, sua missão era proteger a nação.

Entre 1937 e 1945, o Brasil viveu um regime ditatorial chamado de Estado Novo com Getúlio Vargas  ocupando o posto de presidente da República.

Governo Getúlio Vargas

A transição do Estado Novo para o regime democrático foi guiada pelo general Eurico Gaspar Dutra que assumiu a presidência do Brasil em janeiro de 1946.

Dutra cumpriu o tempo previsto para o mandato e em outubro de 1950, ocorreram novas eleições presidenciais que contou com a candidatura de Eduardo Gomes (UDN), Cristiano Machado (PSD) e Getúlio Vargas (PTB/PSP), que obteve a maioria simples dos votos.

Em seu segundo governo, Vargas buscou recuperar a economia brasileira. Para isso, adotou o Plano de Reaparelhamento Econômico que visava o desenvolvimento industrial.

Além disso, criou o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico – BNDE, a Petrobrás e a proposta de criação da Eletrobrás.

No entanto, o país viveu uma crise econômica com a elevação do preço do café e com o elevado número de importação de bens que desencadeou na balança comercial negativa.

Visando acalmar os ânimos dos trabalhadores que sofreram arrochos salariais durante o governo de Dutra, Vargas concordou em aumentar o salário mínimo em 100%. Tal medida fez com que os empresários se sentissem prejudicados e, por isso, começaram a chamá-lo de comunista.

A União Democrática Nacional (UDN), também conspirava contra o então governo através da imprensa. O principal jornal que maldizia sobre Vargas era o Tribuna da Imprensa, de Carlos Lacerda.

Em agosto de 1954, ocorreu o atentado da rua Tonelero (Rio de Janeiro), que tinha como objetivo, assassinar Carlos Lacerda, o maior oposicionista de Vargas.

Contudo, ele feriu-se levemente, mas um de seus seguranças, morreu. A situação do governo Vargas tornou-se insustentável,

As investigações policiais concluíram que o mandante do crime era Gregório Fortunato, funcionário do Palácio presidencial. No entanto, as investigações não indicaram o envolvimento de Getúlio Vargas.

Fim do governo Vargas

No final de agosto de 1954, Café Filho, vice-presidente, rompe com Vargas, reforçando o isolamento do presidente.

A UDN e os militares passaram a exigir a renúncia de Vargas. Em 24 de agosto de 1954, Getúlio Vargas se mata acertando um tiro contra o próprio coração.

Ele deixou uma carta-testamento defendendo a atuação de seu governo. As camadas populares do país ficaram extremamente comovidas com sua morte, que mobilizou milhares de pessoas em seu funeral.

Segundo governo de Vargas (1951-1954)

A população ficou tão revoltada com o ocorrido que atacou a embaixada dos Estados Unidos. Além disso, Carlos Lacerda teve que fugir do país e só retornou tempos depois.

Após o suicídio de Getúlio Vargas, Café Filho se torna presidente do Brasil

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