Alta Idade Média

A Alta Idade Média é a primeira fase da Idade Média.

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A Alta Idade Média é a primeira fase da Idade Média, compreendendo os séculos V ao X. Ela corresponde ao período de formação e desenvolvimento do mundo medieval.

Durante esse momento, houve uma interpenetração entre os três principais elementos do feudalismo: os bárbaros germânicos, Império Romano e o cristianismo.

Alta Idade Média – Resumo

A crise vivida pelo Império Romano no século V, se aprofundou devido à:

  • Sucessiva dificuldade em adquirir mão de obra escrava;
  • Problemas oriundos da dificuldade da propriedade rural;
  • Fortalecimento da aristocracia agrária;
  • Diminuição da produção agrícola;
  • Altos impostos;
  • Inflação crescente;
  • Desaquecimento do comércio.

O Império Romano foi se desorganizando aos poucos, chegando a se dividir em 395, entre Império do Ocidente e Império do Oriente (Bizâncio ou Império Bizantino).

Ao mesmo tempo, diversos povos bárbaros começaram a se instalar em várias regiões do Império Romano, intensificando sua desestruturação.

Os povos germânicos foram os que mais colaboraram para o declínio do Império e a ruralização da sociedade romana. Assim, eles foram os responsáveis por definir a nova estrutura econômica e social, o feudalismo.

A Igreja Católica foi um fator que contribuiu para a articulação entre o mundo romano e o germânico. Ela foi determinante para a produção da mentalidade do homem do medievo. Além de ser a responsável pelo universo cultural da Idade Média.

O Reino Franco foi o maior e mais poderoso da Europa Ocidental durante a Alta Idade Média. Ele se formou e se expandiu nos governos de duas dinastias: a merovíngia (V – VIII) e a carolíngia (VIII – IX).

Falar sobre a Alta Idade Média, é falar sobre o Império Carolíngio. A ascensão dos carolíngios foi profundamente apoiada pela Igreja Católica, que ansiava criar laços com o reino dos francos para expulsar os lombardos de Roma.

A aliança entre os francos e a Igreja se consolidou no reinado de Carlos Magno (768), que em pouco tempo construiu um vasto império. Ele conseguiu reunificar grande parte do que antes havia sido o Império Romano do Ocidente.

Em 800 ele foi coroado imperador dos romanos pelo papa. Com isso, ele devia proteger a Igreja e propagar a fé cristã.

Educação na Alta Idade Média

A educação na Alta Idade Média foi o resultado da unidade política e da recuperação econômica. As campanhas militares promovidas por Carlos Magno em nome da expansão do cristianismo, viabilizou o desenvolvimento das zonas rurais e um relativo aumento da população.

Assim, o investimento na educação e cultura foi chamado de Renascimento Carolíngio. Visando promover ambas as áreas, Carlos Magno contratou os maiores eruditos e sábios da época.

O estudo do latim foi estimulado e uma reforma na escrita foi realizada. Além disso, foram criadas escolas nos monastérios.

Alta Idade Média – Aspectos religiosos

A aliança firmada entre Carlos Magno e o papa, reforçou o papel da Igreja Católica. Com a proteção do imperador, o papa de Roma se tornou independente de Constantinopla, deixando de estar subordinado ao imperador bizantino.

O retorno de um imperador romano, tirava a universalidade cristã presente na figura do imperador bizantino.  A partir de então, houve um distanciamento contínuo entre as igrejas do Ocidente e do Oriente. Ambas reivindicavam a legitimidade do seu papel no cristianismo.

Assumindo o papel de protetor da cristandade, o imperador Carlos Magno tinha a função de combater o paganismo e difundir a fé cristã.

As riquezas obtidas nas campanhas militares, se converteram em investimentos na construção de igrejas e monastérios focados em evangelizar os territórios dominados.

Economia na Alta Idade Média

A economia na Alta Idade Média se baseou no feudalismo. Visando administrar melhor seu império, Carlos Magno o separou em porções de terras.

Durante esse período, as relações de suserania e vassalagem se fortaleceram. Essa relação se baseava na doação de um pedaço de terra (feudo) por parte do suserano ao vassalo.

Ambos se comprometiam a cuidar do laço que havia sido criado entre eles. O suserano devia proteção ao vassalo que por sua vez, auxiliava-o em serviços na terra.

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