Governo Ernesto Geisel

O governo de Ernesto Geisel se caracterizou por ser um dos últimos mandatos presidenciais que vigoraram durante a ditadura militar no Brasil.

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Ernesto Geisel foi presidente do Brasil no período da ditadura militar. Ele governou o país entre os anos de 1974 e 1979.

O governo Geisel se caracterizou pela necessidade de administrar o progresso da oposição diante dos sinais de desgaste do regime militar.

Biografia de Ernesto Geisel

Ernesto Geisel nasceu em 1907, no estado do Rio Grande do Sul. Apoiou o movimento político de 1930 que combateu a Política do Café com Leite que vigorava e lutou contra a Revolução Constitucionalista de 1932.

Entrou na carreira militar ainda jovem, quando iniciou seus estudos na Escola Militar do Realengo. Em 1947 se tornou adido militar no Uruguai, ocupando o cargo até 1950.

Em 1964, participou do golpe militar que tirou João Goulart do poder. Em 1966 se tornou general do Exército e no dia 15 de março de 1974 foi eleito de forma indireta para a presidência do país.

Características do governo Geisel

O governo Geisel criou o II Plano Nacional de Desenvolvimento (PND), que tinha como principais objetivos:

  • Incentivar a produção de bens de capital;
  • Garantir altas taxas de crescimento econômico;
  • Estimular a produção de insumos básicos considerados importantes para a indústria.

Além disso, ele investiu na construção de hidrelétricas e substituiu parcialmente a gasolina pelo álcool.

Geisel assumiu o poder no mesmo período que ocorria a crise do petróleo. Como forma de reagir a tal realidade, os países ricos aumentaram os juros sobre o dinheiro emprestado.

Mesmo assim, Geisel continuou pegando empréstimos em dólares nos bancos internacionais e ofereceu facilidades aos investidores internacionais.

Impulsionada por capitais estrangeiros, a economia nacional cresceu cerca de 7% ao ano. Em contrapartida, a inflação subiu e a dívida externa mais do que triplicou.

A insatisfação com o governo cresceu entre as camadas populares e a classe média. O Movimento Democrático Brasileiro (MDB) ganhou força e conseguiu vitórias importantes em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco.

Além disso, o MDB duplicou sua bancada de deputados federais e elegeu vários senadores. A ditadura dava seus primeiros passos para o fim.

No entanto, o governo Geisel tomou algumas medidas para desacelerar a abertura democrática no Brasil. A tortura e a repressão se mantiveram.

Em 1975, o jornalista Vladimir Herzog é morto por militares no Destacamento de Operações e Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI).

Cerca de 10 mil pessoas compareceram ao seu funeral, fato que se tornou um símbolo de resistência ao regime militar. Entretanto, a violência e as mortes se mantiveram.

Contudo, a circulação da notícia da morte de Herzog, mesmo que controlada, demonstrou que o país começava a mudar, pois os mecanismos de censura haviam afrouxados.

Em 1977 ele fecha o Congresso e estabelece um conjunto de medidas conhecidas como Pacote de Abril, que determinava, entre outras coisas, que um terço dos senadores seriam escolhidos pelo presidente. Em 1978 ele extinguiu todos os Atos Institucionais.

Fim do governo Geisel

O fim do governo Geisel ocorreu em 1979, quando seu mandato acabou e João Batista de Oliveira Figueiredo foi eleito presidente da República, igualmente, de forma indireta.

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