Governo Nilo Peçanha

Nilo Peçanha se tornou presidente após a morte de Afonso Pena, tendo um curto governo com disputas políticas e com a criação de órgãos públicos.

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O Governo Nilo Peçanha é o período entre 14 de junho de 1909 e 15 de novembro de 1910 em que o Brasil foi governado por Nilo Peçanha. Ele assumiu o poder após a morte de Afonso Pena e permaneceu no poder por pouco mais de um ano.

Mesmo com um curto tempo como presidente, o governo de Nilo Peçanha foi marcado por disputas políticas pela sucessão presidencial. Ele também foi responsável pelos primeiros passos para a criação do ensino técnico e pela criação do Serviço de Proteção ao Índio.

Biografia de Nilo Peçanha

Nilo Procópio Peçanha nasceu em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, no dia 2 de outubro de 1867. Ele era um dos sete filhos do padeiro Sebastião de Sousa Peçanha e de Joaquina Anália de Sá Freire.

Durante a infância pobre, ele viveu em um sítio, mas a família se mudou para o centro da cidade quando ele chegou na idade escolar. Nilo Peçanha estudou no Colégio Pedro II. Em seguida, ele estudou na Faculdade de Direito de São Paulo, mas concluiu a graduação em Direito na Faculdade do Recife.

Alguns anos mais tarde, Nilo se casou com Ana de Castro Belisário Soares de Sousa, que vinha de uma importante família rica. Mesmo que sendo um político promissor, Nilo era de origem pobre e, ao que os registros da época indicam, afrodescendente. Por causa disso, o casamento não foi aceito pela família de Ana, que teve que fugir para se casar.

Na sua carreira política, Nilo Peçanha participou dos movimentos pelo fim da escravidão e pela república. Ele foi eleito para a Assembleia Constituinte de 1890, durante o Governo Deodoro da Fonseca. Em seguida, ele foi eleito senador e, depois, presidente do estado do Rio de Janeiro.

Ele deixou o cargo em 1906, quando foi eleito vice-presidente do Governo Afonso Pena. Com a morte do presidente antes do fim do mandato, Nilo Peçanha assumiu a presidência no dia 14 de junho de 1909, sendo o 7º presidente do Brasil.

Após o fim do mandato presidencial, ele passou por diversos cargos públicos, como presidente do estado do Rio de Janeiro, ministro das Relações Exteriores e senador por duas vezes. Em 1921, ele se candidatou novamente à presidência, mas perdeu a eleição para Artur Bernardes.

Em 1924, já afastado da política, Nilo Peçanha faleceu, aos 56 anos de idade.

Características do Governo Nilo Peçanha

Como Nilo Peçanha assumiu o cargo alguns meses antes da eleição presidencial, seu governo foi marcado pela disputa pela presidência. Junto às oligarquias mineiras e sulistas, Nilo apoiou o marechal Hermes da Fonseca, mas os paulistas preferiam o nome de Rui Barbosa. Essa divisão despertou a rivalidade entre as oligarquias, aumentando a tensão no país.

Além de negociar na disputa política, Nilo Peçanha continuou os projetos iniciados por Afonso Pena. Portanto, ele continuou com a criação de ferrovias no Nordeste, Sudeste e Sul e ampliou as obras de saneamento do Rio de Janeiro para outras cidades da região.

Ele também modernizou parte do sistema de fornecimento de luz do Rio de Janeiro para a energia elétrica. Nos sistemas de comunicação, ele expandiu a rede telegráfica e reformou os correios.

Na economia, Nilo Peçanha também continuou com o plano econômico de Afonso Pena ao captar recursos estrangeiros e aumentar impostos de itens importados. Contudo, ele também tomou medidas não previstas pelo presidente anterior, como ampliar os investimentos na indústria e investir em pesquisas científicas para a agricultura.

Durante o governo, Nilo Peçanha também criou diversos órgãos, como o Ministério da Agricultura, Comércio e Indústria e o Serviço de Proteção aos Índios. Além disso, ele criou a Escola de Aprendizes Artífices, primeira iniciativa de ensino técnico no Brasil.

Fim do Governo Nilo Peçanha

Nilo Peçanha deixou o governo na data prevista para o final do mandato presidencial, em 15 de novembro de 1910. Ele passou apenas um ano e cinco meses na presidência, já que assumiu o cargo próximo ao fim da gestão, após a morte de Afonso Pena.

Mesmo com todos os esforços de Rui Barbosa ao viajar pelo país fazendo campanha, Hermes da Fonseca foi o presidente eleito. No entanto, as disputas políticas só cresceram durante o seu mandato.

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